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Prompts humanos

Estrutura do prompt humano

Nibs

Fogueira

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Prompts humanos são apostas comunitárias que disparam investigações autodirigidas. Assim como fazemos prompts para as IAs e elas nos retornam respostas únicas (mesmo se você repetir o mesmo prompt), podemos também promptar humanos, isto é, convidar pessoas para responder ao mundo de maneiras novas a partir de contornos específicos.

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Embora esteja viva no contexto hiperventilado da Inteligência Artificial, a palavra “prompt” o antecede. Prompt vem do latim promptus, que significa “pronto”, “disponível”, “à mão”. Em inglês, o verbo to prompt pode ser traduzido como provocar, instigar, sugerir, dar a deixa. No teatro e no audiovisual, variações desse mesmo vocábulo – o ponto no teatro e o teleprompter nas produções de vídeo – são as estratégias para evitar que as pessoas esqueçam o texto na hora H. O prompter relembra o que já existe para garantir a qualidade da comunicação.

Prompts humanos, então, são formas de lembrar daquilo que frequentemente nos esquecemos ao aprender: toda aprendizagem é uma aposta. Toda aprendizagem é porosa. Toda aprendizagem só se realiza no interior de uma história única que se entrelaça com todas as outras. Toda aprendizagem sempre é, ao mesmo tempo, coletiva e individual. Prompts humanos instigam, sugerem isso. E assim disponibilizam para quem os atravessa a realidade – e o estado afetivo – do descobrir junto. Nas apostas, esse é o estado que garante a qualidade das investigações.

No universo da tecnologia, fazemos prompts como uma forma de balizar o que a IA, com suas artimanhas algorítmicas, nos devolve. O processo de elaboração dessa resposta não é linear nem previsível, embora seja condicionado pelo prompt. A ideia de especificar as entradas para influenciar as saídas não é nova: toda pergunta, por exemplo, já é prompt. Evocamos determinadas respostas no mundo a partir das perguntas que despejamos nele o tempo inteiro.

E qual pergunta o Metaprompt responde? Embora não especifique o propósito de nenhum prompt que gera, existem duas intencionalidades pré-instaladas em seu código: descoberta e pertencimento. É como uma árvore crescendo. A cada prompt, as pessoas experimentam como é descobrir por si mesmas – a árvore floresce. Concomitante a isso, experimentam como é aprofundar as trocas entre si – a árvore enraíza. A dinâmica que os prompts humanos evocam é a da própria vida, seja qual for a aposta.