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Os 7 princípios

Aposta

Porosidade

Imagem Forte

História de Origem

Aterramento

Contornos Habilitadores

Finitude

Princípio 1: Aposta

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Um prompt humano é uma aposta comunitária que gera investigações autodirigidas. Aposta, no caso, quer dizer um convite que acende o entusiasmo de quem o recebe, que provoca, instiga, e que também pressupõe risco, aventura. A aposta é um convite ao desbravamento. Quem topa apostar junto está prometendo sustentar a ação. A aposta de um prompt é um pacto entre quem convida e quem, mais do que aceitar, “bota fé” no jogo.

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Numa aposta convencional, quem perde, paga. Num prompt humano, o risco é a descoberta – e a transformação pessoal e coletiva que irradia dela – e a punição é não descobrir. Quem entra num prompt e por qualquer motivo não o sustenta não vai ter que pagar nada a ninguém, mas também não participará da coreografia do grupo ao aprender.

Quem entra num prompt “bota fé” não apenas no convite que recebeu, mas também no artesão que convidou e, sobretudo, promete sustentar o jogo não só para si, mas para todos que participam. Se todo prompt é uma aposta, toda aposta se firma na promessa. Promessas só funcionam porque as pessoas depositam confiança – fé – em seu principal mecanismo: o combinado. E, como sabemos, combinado não sai caro.

A principal diferença do que acontece em um prompt em relação à mecânica de outras apostas é que as pessoas não apostam umas contra as outras, mas a favor umas das outras. O estado psíquico não é o da rivalidade, mas o da cumplicidade. Não há lados pois estamos todos do mesmo lado. É assim que esse tipo de aposta ativa o comprometimento público e a prova social: agimos diferente quando tem mais gente junto. “Se quer ir longe, vá acompanhado”, já dizia o provérbio. A mesma ação de aprendizagem realizada num contexto puramente individual e no contexto comunitário de um prompt leva não só a lugares diferentes, mas pressupõe “modos de se caminhar” distintos.

Prompts são apostas que criam novas realidades na exata medida da fé de seus participantes. É uma forma de ser convocador de aldeia para aprender. Sua formulação básica é:

“Eu aposto que a gente consegue…”

Essa estrutura é intencional pelo seguinte:

Outras formulações como “E se…?” também funcionam, mas, para quem está começando a criar prompts, “Eu aposto que a gente consegue…” tende a ser mais certeiro. A partir dessa estrutura inicial é que completamos a frase com o convite à descoberta que vamos fazer. Por exemplo:

Eu aposto que a gente consegue se manter lendo um livro pelo tempo mais rápido que um ser humano já levou pra correr 42 km: 2 horas, 0 minutos e 35 segundos.

Isso é o anúncio do prompt. Através dessa forma de convidar, ativamos a coragem comunitária do grupo. Feita a aposta, as pessoas podem dizer “sim” ou “não”. Se não for possível recusar, não é prompt. Todo o DNA do Metaprompt emerge da autodireção. É justamente a qualidade voluntária desses convites que põe em ignição o desejo das pessoas e permite que elas escolham se engajar. A obrigação gera engajamentos pálidos. Não é isso que queremos num prompt.

Inicia-se então a etapa das investigações. Nesse momento, mais do que fazer o que se pede, cada participante cria, compõe, fecunda o próprio caminho com aquilo que lhe constitui e que lhe é precioso. Aí está um dos principais diferenciais dos prompts humanos, que só pode existir por conta de um segundo princípio – a porosidade.