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Os 7 princípios

Aposta

Porosidade

Imagem Forte

História de Origem

Aterramento

Contornos Habilitadores

Finitude

Princípio 6: Contornos Habilitadores

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Assim como temos um corpo – uma materialidade que nos limita ao mesmo tempo que conjura e especifica o rol de possibilidades da nossa vivência de mundo –, os contornos habilitadores são as margens que trazem à tona a realidade do prompt. Sem corpo não há vida: contornos não são obstáculos à experiência, mas o que as tornam possíveis.

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O artesão de prompts não cria contornos para controlar as descobertas das pessoas, mas para que famílias de descobertas específicas possam brotar. O mesmo se verifica nos procedimentos e regras do futebol, que embora nunca digam exatamente o que vai acontecer a cada jogo – ufa! –, são os culpados pelo futebol existir.

A educação se acostumou com atividades que levam do ponto A ao ponto B e verificam se B aconteceu. Não é desse lugar que um prompt humano opera. Queremos entender quais são as melhores condições para as pessoas descobrirem o que só poderia ser descoberto por elas mesmas na porosidade da aposta. É impossível prever B nesse caso, mas podemos dar à luz ao espaço pontilhado que ao mesmo tempo ilumina e qualifica o perfil dessas aprendizagens. Mesmo assim, o artesão nunca sabe o que cada pessoa vai descobrir, nem precisa saber. Se souber, não é prompt.

Contornos habilitadores estão umbilicalmente relacionados ao metadesign, uma abordagem que busca evocar a complexidade ao invés de freá-la. Em processos de metadesign, a ideia é projetar para a complexidade. O metadesigner não conhece e tão menos controla todas as variáveis, mas o sistema se comporta diferente diante do seu “do-in antropológico” – para usar uma expressão de Gilberto Gil. Nesse sentido, todo artesão de prompts é um metadesigner.

Mas isso nem sempre é fácil. Regras que controlam às vezes também funcionam como contornos que habilitam. Um prompt relacionado à reconexão com a natureza e vivências ao ar livre pode, por exemplo, se beneficiar de uma proibição do uso do celular. Isso mostra o quanto a definição de contornos não trabalha com respostas certas, ou seja, é uma artesania. De toda forma, é útil ter em mente que, se o excesso ou a ultraespecificação de contornos transforma o prompt em tarefa a cumprir, a ausência ou recusa em fornecer contornos claros transforma o prompt em ideia sem força de transformar.

O contorno habilitador perfeito é aquele que faz emergir a natureza das descobertas desejadas com o mínimo de restrição possível. Encontrar esse ponto do doce é o que o artesão de prompts se propõe a fazer.

Se tomamos um pouco de distância, até mesmo o Metaprompt é feito de contornos habilitadores – ao mesmo tempo que os propõe. São as limitações conceituais encarnadas nos princípios da aposta, porosidade, imagem forte, história de origem, aterramento, contornos e finitude que dão vida ao que você está vendo aqui. Não haveria Metaprompt sem esses limites. Até a escolha do nome prompt humano e a metáfora que o preenche – imagem forte dos nossos tempos – são especificações de contorno.

Quanto a suas categorias, é díficil exauri-las, e não é preciso conhecer todas no detalhe, até porque novas surgirão no mesmo processo vivo em que outras serão abandonadas. Ainda assim, manusear esse balaio pode ser um caminho interessante para criar prompts melhores.

Categorias de contornos habilitadores

Contornos habilitadores são as membranas permeáveis do prompt. Sem uma membrana, o prompt vaza e não consegue firmar trocas com o meio. E o que completa essa membrana, selando suas bordas no tempo, é o nosso último princípio: a finitude.